O Cruzeiro tem bons jogadores, faz uma das melhores campanhas do segundo turno, mas comete pecados que não merece ser perdoados. Ontem, voltou a decepcionar as 51 mil pessoas que foram ao Mineirão, de maneira indesculpável. Vencia o Grêmio, que tinha nove jogadores em campo, mas levou o gol de empate aos 46 minutos do segundo tempo. Perdeu a chance de figurar no G-4 e saiu de campo vaiado por sua irritada e decepcionada torcida.
Os gols saíram na etapa final: Gilberto abriu o placar para o time da casa, aos 20 minutos, e o argentino Herrera calou o estádio aos 46.
"Deus pune quem brinca", lamentou o técnico Adilson Batista, revoltado com a postura do seu time - evitava atacar mesmo com dois a mais em campo.
Em um jogo de toque de bola e de lances em velocidade, o equilíbrio prevaleceu na primeira etapa. Os dois times tiveram chances de marcar e promoveram duelo de bom nível técnico.
Atrevido, o Grêmio insistiu em explorar o lado esquerdo da defesa adversária. Por ali, criou as melhores ocasiões de gol. No dia em que completou 300 jogos com a camisa do Cruzeiro, o goleiro Fábio recebeu uma placa em homenagem, mas teve bastante trabalho.
As equipes apertaram a marcação na segunda etapa. Numa tacada só, o técnico Adilson Batista lançou Guerrón e Soares a campo nos lugares de Jonathan e Thiago Ribeiro, respectivamente. Na primeira participação da dupla, um invade a área e rola para o outro, que sofre pênalti. Gilberto converteu. Mas, quando ninguém mais esperava uma reação, Herrera mostrou oportunismo e empatou.
Tcheco levou o terceiro amarelo e desfalca o Grêmio em seu próximo compromisso, quarta-feira, diante do Palmeiras.