Os ganhos ambientais obtidos pelas 1.095.000 inspeções veiculares feitas na capital neste ano, até o fim do mês de setembro, representaram redução da quantidade de gases equivalente ao que é emitido por 195 mil carros. É como se uma frota igual à da cidade de Santos tivesse sido retirada das ruas de São Paulo, apenas com as regulagens em veículos inicialmente reprovados no teste - e posteriormente regularizados pelos proprietários.
Os dados são da Controlar e a conta foi fechada levando-se em conta as diferenças nas emissões de gases de todos os veículos que foram reprovados uma vez e depois voltaram, devidamente reparados. A maior taxa de reprovações ficou entre os veículos movidos a um combustível considerado "limpo" - o gás natural veicular (GNV). Desses, 40% não foram aprovados na primeira vistoria. "O problema é a má qualidade dos kits de GNV e a falta de manutenção", aponta Eduardo Rosin, da Controlar.
Os veículos a diesel leves (peruas e vans) ficaram em segundo lugar no ranking da poluição: 32% de reprovações. Os caminhões registraram 26%, as motos, 18%, e os ônibus, 16%; o índice médio dos carros foi de 5%. Fizeram a inspeção, até agora, 82% dos carros que deveriam fazer o teste - a falta bloqueia o licenciamento. Entre as motos, porém, a adesão foi bem menor, de 30%. A inspeção continua até 31 de dezembro, para veículos com placa de final 0. A multa para quem não fizer é de R$ 550.