O navio polar Almirante Maximiano zarpou ontem do Arsenal da Marinha, no Rio, para sua primeira viagem à Antártida como parte da 28ª missão brasileira ao continente. Ele vai operar em conjunto com o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, aumentando a capacidade logística da Estação Antártida Comandante Ferraz. Além dos 54 tripulantes, levará 52 passageiros, a maioria deles cientistas e pesquisadores que desenvolverão projetos no continente antártico.
A embarcação fará uma parada em Rio Grande (RS) para pegar passageiros. Em seguida, viajará mais sete dias até a Antártida e chegará no início da primavera. O retorno está previsto para abril, antes de começar o inverno.
"Com um navio a mais, a missão brasileira terá mais agilidade para embarcar e desembarcar os cientistas", disse o comandante Sergio Ricardo Segóvia, que seguiu em sua terceira missão ao continente.
Entre os projetos de pesquisa da 28ª Operação Antártida (Operantar) estão o Criosfera, que vai estudar solo, geologia e outras ciências da terra, e o APA, que fará o monitoramento do clima e da atmosfera. Ambos são financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O navio Almirante Maximiano foi incorporado à frota brasileira em fevereiro, em cerimônia realizada na Alemanha. Na sua primeira missão à Antártida, apoiará projetos voltados a levantamentos topográficos; impacto das mudanças globais; mudanças antrópicas no Meio Ambiente Marinho Antártico; gestão ambiental, educação e difusão da ciência; modelagem e dinâmica de massas de água nas regiões polares; estudos do solo marinho para identificação de eventos paleoclimáticos; e estudos dos processo de recuo das geleiras.