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Opções da CET têm semáforos a cada 500 m

Rota alternativa enfrenta falhas de sinalização e perde faixas para estacionamento e ônibus

Segunda, 20 de Outubro de 2009, 00h00
Naiana Oscar, JORNAL DA TARDE

O motorista que optar, a partir de hoje, pelas rotas alternativas à Marginal do Tietê para fugir do congestionamento terá de enfrentar, em média, um semáforo a cada 500 metros. A reportagem percorreu ontem os 30 km de ruas divulgados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) como opção para quem precisa cruzar a capital sem passar pelas pontes em obras desde ontem à noite.


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A equipe de engenharia de tráfego contratada para planejar as mudanças viárias nas proximidades da obra orienta os motoristas a se informarem sobre a situação do trânsito, antes de escolher que caminho seguir. Quando a Marginal está fluindo, mesmo que pouco, é interessante seguir por ela para evitar os semáforos e as ruas estreitas que cortam os bairros. Mas se a situação é de "velocidade zero" na Marginal, os semáforos são só um detalhe.

"O fato é que o congestionamento será inevitável", diz o engenheiro de trânsito e ex-técnico da CET Alexandre Zum Winkel. "Se os semáforos não forem bem regulados, serão os grandes vilões desse período de interdição." Segundo Winkel, sinais sincronizados reduzem em 20% os impactos negativos no trânsito. Na sexta-feira, quando as interdições foram anunciadas, o superintendente de operações da CET, Irineu Gnecco, garantiu que alguns semáforos seriam reprogramados e ruas alternativas teriam o estacionamento proibido, além de serem preparadas outras adequações para dar fluidez.

Mas ontem, ao percorrer as vias paralelas à Marginal, na zona norte, a reportagem encontrou ruas sem sinalização horizontal e com faixas inteiras reservadas à Zona Azul ou com estacionamento liberado. "No horário de pico, essas ruas travam, principalmente por causa do acúmulo de ônibus", afirma o taxista João Batista, de 54 anos. As Avenidas Voluntários da Pátria e Brás Leme são as mais problemáticas, segundo o motorista, e estão entre as rotas alternativas. "A Prefeitura devia no mínimo proibir os carros de estacionar e reservar essa faixa para o transporte público."

Na Avenida Casa Verde, a preocupação dos moradores é com a saída dos alunos de uma escola estadual. "Já é perigoso para as crianças do jeito que está, imagine se aumentar o movimento", afirmou a aposentada Guiomar Ignácio, de 77 anos. Por enquanto, a CET adotou como rotas alternativas vias que levam os motoristas às Pontes do Limão e das Bandeirantes, que serão interditadas em novembro. Pela Marginal, a distância entre essas duas pontes é de 4 km. A alternativa, pelas Avenidas Casa Verde e Alfredo Pujol, tem 8 km. Quando as Pontes do Limão e das Bandeiras também forem bloqueadas parcialmente, a companhia promete divulgar novas rotas.

O diretor de Engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Paulo Vieira de Souza, responsável pela ampliação da Marginal, garante que não há motivo para preocupação com o trânsito porque as pontes serão fechadas parcialmente. "Todo mundo vai passar. A gente acredita que o anúncio (de congestionamento) está mais forte do que vai acontecer na prática."