O técnico Dunga indicou o comprometimento com um dos fatores que terá peso em sua decisão de levar um jogador ou não à Copa da África do Sul. E Diego Tardelli deu um exemplo do que não se deve fazer. Na segunda-feira à noite, antes de se apresentar à seleção, o atleta do Atlético-MG, que briga por uma das quatro vagas no ataque, foi parado em uma blitz da lei seca ao voltar de uma festa na Barra da Tijuca e acabou flagrado com dosagem de álcool no sangue além do permitido.
O teste do bafômetro constatou a presença de 0,14 miligramas de álcool - 0,04 acima do permitido. A quantidade é considerada de nível 2 e prevê apreensão do carro e multa de R$ 957. No entanto, o Porsche Cayenne não foi levado pelos policiais militares porque o cunhado do jogador estava com ele no veículo e assumiu o volante. A carteira de motorista, porém, foi apreendida.
Em sua página no Twitter, Tardelli pediu desculpas. "Foi uma escorregada", escreveu. "Mas não se preocupem, não foi nada demais, nada que irá me prejudicar." O atacante disse que foi parado na blitz quando voltava da festa de aniversário de sua mulher, Linda Vanessa. A comemoração foi antecipada porque no dia 14, ele estará com a seleção em Campo Grande para o jogo contra a Venezuela.
Tardelli disse ainda que bebeu apenas "uma ou duas latinhas de cerveja", mas que o incidente serve de exemplo. "É sinal que a lei seca está funcionando." Na terça-feira, ele se apresentou no horário marcado no Aeroporto do Galeão e seguiu com outros jogadores de ônibus para Teresópolis.
Tardelli registrou alguns problemas no trânsito neste ano: ganhou 36 pontos na carteira em oito infrações, seis por excesso de velocidade.