
NOVA DÉLHI - Investigadores da Índia realizavam nesta terça-feira, 14, buscas do que chamaram de "bem treinado motociclista" que teria colocado uma bomba em um carro da embaixada de Israel em Nova Délhi, provocando uma explosão que deixou quatro feridos e desatou acusações do Estado judeu contra o Irã e contra o Hezbollah.
O Irã negou envolvimento, assim como na tentativa de atentado ocorrida contra a representação israelense na Geórgia - em Tbilisi, a bomba foi desativada antes de explodir. Teerã, aliás, insinuou que os ataques seriam obra do próprio governo de Israel.
O ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram, disse que o ataque aparentemente foi conduzido por "uma pessoa muito bem treinada". "No momento, não estamos apontando para nenhuma organização ou grupo em particular. Mas quem quer que seja o responsável, condenamos da forma mais veemente", disse.
A Índia é um forte aliado do Irã e um dos países que mais importa petróleo da nação persa. Nova Délhi evitou envolver o Irã nas acusações sobre a explosão, que ocorreu por volta das 15 horas locais feriu três funcionários locais e a mulher de um diplomata.
As autoridades buscavam imagens em câmeras de circuito fechado para tentar identificar suspeitos. Segundo a polícia, o carro atingido parou no semáforo e então o motociclista se aproximou e posicionou a bomba na parte de trás de veículo. Poucos segundos depois, a moto acelerou e o explosivo foi detonado.
Israel enviou peritos para ajudar a polícia indiana, de acordo com o governo israelense. A embaixada em Nova Délhi não deu mais detalhes. "Há cooperação diária entre as autoridades de Israel e da Índia, uma cooperação bastante estrita", disse David Goldfarb, porta-voz da representação diplomática.
Chidambaram disse que "diplomatas de todos os países vivem e trabalham em paz e em segurança na Índia, e qualquer atentado contra um diplomata ou seus familiares é condenável". Diplomatas israelenses na Índia estão em alerta desde 2008, quando militantes paquistaneses atacaram uma comunidade judaica em Mumbai.
Os ataques provocaram críticas de funcionários do governo de Israel às medidas de segurança adotadas pela Índia. O governo indiano, porém, defendeu-se dizendo que se tratou de um episódio isolado e que "não se pode generalizar todo o esquema de segurança por causa de uma falha individual".